Biografia

Minha formação musical é conselho do Mozart às mães cantoras. Constança Guedes, minha mãe, que cantou com o mestre Villa Lobos, era soprano e o seguiu à risca: “o ensino do canto antes da fala”. Depois tive aulas com a Dona Alice Pinccherli, Dona Rita Pinto de Araújo, Dona Arlete Marcondes Machado e aulas de solfejo com a Sra. Gabriel Migliori.

Sou formado arquiteto e urbanista pela FAU-USP em 1972 e trabalhei concursado no Departamento de Obras Públicas, até 1977.

Estreei em teatro na Companhia Nídia Lícia, junto à turma da EAD USP (Carlos Augusto Straser, Osmar Prado e ao lado da pianista Silvia Góes e Milton Nascimento) em 1966.

Músico ator, componho desde os 13 anos, quando tocava bateria no primeiro conjunto de bailes. Depois toquei baixo e guitarra no “Hair”, 1970, banjo em “Tom Paine”, 1973, direções de Ademar Guerra, e viola caipira em “Homem de La Man cha”, com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Isso para dizer que os instrumentos musicais são ferramentas auxiliares no estabelecimento da música. Trabalhei em teatro com os maestros Tadeu Passarelli, Cláudio Petraglia, Paulo Herculano, Abel Vargas, Jamil Maluf e Murilo Alvarenga.

Desenvolvo o projeto Toda Ópera, de construção da Harpa Cromática Brasileira para a suíte infantil O Sapo Dourado, de Hekel Tavares, e do rabecão para orquestra do Ópera Café. Colaboro com o Núcleo Luís Saia, Memória e Linguagem, ligado à FAU-USP, orientando alunos na área de pesquisa sobre invenção e fabricação de instrumentos musicais.

Trabalhos mais importantes:

– Música para o filme “A árvore dos sexos”, 1982, direção de Silvio de Abreu, baseado no romance de Santos Fernandes.

– Música para o poema “Café”, de Mário de Andrade. Apresentação da ópera em Mogi Guaçú, São Paulo, 1994, no centenário de nascimento de Mário de Andrade.

– Restauração, em 1995, dos instrumentos de corda e percussão do Acervo Histórico da Biblioteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, instrumentos da missão de 1938 de Mário de Andrade.

– Música da peça “Veriadiana e Eu”, encenada pela Companhia de Teatro Íntimo, e apresentada no Festival de Curitiba de 2006. Direção Renato Farias.

– Prêmio de Melhor Musicalização no Festival de Teatro da Acesc, com a peça Romeu e Julieta – A Lenda do Amor Entristecido, Direção Jolanda Gentilezza.

– Música e atuação no filme “Procura-se”, dirigido por Rica Saito, concluído em 2008, e produzido pelo CTR-ECA-USP

– Música da peça infantil “O Casamento da Baratinha”, de Simone Boer, em cartaz desde março deste ano no Teatro Coletivo, São Paulo. Direção Ana Souto.